Os estudantes em férias queixam-se da demora da embaixada do Brasil na para responder aos pedidos de visto para regressarem às universidades. Dizem que o processo é cada vez mais moroso e isso dificulta o retorno às aulas. O representante consular do Brasil em Cabo Verde, Ariene Brandão, reconhece que o processo está menos célere, mas explica que isso é devido a mudanças impostas pelo Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.
Essa demora tem a ver com mudanças determinadas pelo Ministério das Relações Exterior, explica a vice-cônsul do Brasil na Praia. “Antes emitíamos o visto dos estudantes que vinha de férias aqui na Praia , sem necessidade de consultar o Ministério em Brasília. Agora temos de fazer essa consulta, quer para os estudantes que vão pela primeira vez quer para os que já lá estiveram”, explica Ariene Brandão.
Tendo de fazer essa consulta diária, adianta a vice-cônsul, a resposta é necessariamente mais lenta na medida em que o responsável para analisar os processos dos cabo-verdianos em Brasília é o mesmo que avalia os pedidos de vistos de todos os países africanos. Ou seja, recebe centenas de pedidos e por isso não os consegue despachar em dois ou três dias.
A vice-cônsul aproveita para avançar que o processo para os alunos que vão pela primeira vez e que não passaram pela selecção do Programa de Estudantes-Convênio (PEC) é ainda mais complicado. Nesses casos, além dos documentos "normais", devem provar que passaram por algum concurso para ser aceites nas instituições de ensino superior no Brasil, pois a lei brasileira exige que para entrar numa faculdade o estudante tem de passar por alguma forma de selecção.
Essa constitui uma alerta para os estudantes que se matriculam directamente nas universidades privadas no Brasil e só depois fazem o pedido de visto. A tendência é que a entrada nas Terras de Vera Cruz seja negada porque a maioria não consegue provar que passaram por um concurso.
Fonte: www.asemana.publ.cv/
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